Selecione a fonte desejada
Menu

Manejo integrado de azevém e giberela na sucessão trigo-soja no RS

Você sabia que o manejo inadequado do azevém e da giberela pode comprometer não apenas a sua safra de trigo, mas também a rentabilidade da soja na sequência?

Está sem tempo agora?

Receba os conteúdos e leia quando quiser

Informações exclusivas

Conteúdo agronômico

Alertas de pragas e doença

Ao preencher você concorda em receber informativos e contatos com relação a produtos e serviços. Você pode deixar de receber essas comunicações quando quiser. Para obter mais informações confira nossa Política de Privacidade.

Ao preencher você concorda em receber informativos e contatos com relação a produtos e serviços. Você pode deixar de receber essas comunicações quando quiser. Para obter mais informações confira nossa Política de Privacidade.

A sucessão trigo-soja é um sistema importante na produção de grãos do Rio Grande do Sul e reflete diretamente a economia regional do estado. No entanto, o azevém e a giberela afetam esse potencial, sendo um dos principais problemas na cultura do trigo. Pensar em um manejo adequado para esses problemas é fundamental para manter a produtividade, qualidade dos grãos e a rentabilidade do produtor.

O azevém como planta daninha no sistema

            O azevém (Lolium multiflorum) é uma gramínea com grande capacidade de multiplicação, pode ser utilizada como forrageira (Figura 1), mas pode se tornar a principal planta daninha no trigo e especialmente da soja em sucessão. Trata-se de uma planta com alto poder de competição por água, luz e nutrientes.

Atenção redobrada: O desafio atual no controle do azevém é a sua resistência ao glifosato, um problema gerado pela aplicação repetida e contínua deste produto ao longo das safras. 

(Figura 1: Azevém competindo com a cultura do trigo Fonte: Revistarural, (2019))

 


Consequência da ocorrência da Giberela no trigo

            A giberela (Gibberella zeae) é uma doença que compromete a produtividade e qualidade dos grãos. O ataque ocorre no momento da formação das espigas da cultura, fazendo com que a espiga apresente grãos com uma cor mais esbranquiçada ou cor de palha. A doença ganha força através de volumes elevados de chuva, alta umidade e temperaturas do ar entre 20 °C e 30 °C, que ocorrem no período de florescimento do trigo. 

(Figura 2: Sintomas da giberela na espiga do trigo Fonte: Paulo Kurtz; Maria Imaculada Lima, (2021))
 

 

Fonte: Paulo Kurtz; Maria Imaculada Lima, (2021)

Como o azevém e a giberela impactam a sucessão trigo-soja

            O azevém que não for bem controlado durante o cultivo do trigo, continua no campo, abrigando pragas e doenças e gerando competição com a soja, por água e nutrientes logo após a colheita do trigo. 

 

Além disso, a giberela pode permanecer nos restos culturais (palha), correndo o risco de infecção para a próxima safra de cereais. Isso causa atraso na colheita do trigo e gera uma semeadura tardia da soja. 

 

            Impacto direto, aumento dos custos: Também ocorre o aumento dos custos de produção, em vista da necessidade de aumentar as aplicações de herbicidas no controle do azevém e na aplicação de fungicidas para o controle de giberela.            

 

 

Como combinar estratégias para controlar o azevém e a giberela?

Dentro da sucessão trigo-soja, o manejo do azevém e da giberela precisa ser pensado de forma integrada. No caso do azevém, um dos primeiros passos é a dessecação antecipada da área, antes da semeadura do trigo, eliminando plantas já estabelecidas. O ideal é realizar esse controle quando o azevém ainda está na fase vegetativa, preferencialmente até o estágio com quatro folhas, o que aumenta muito a eficiência dos herbicidas. Em áreas com resistência ao glifosato, é comum associar o produto com graminicidas ou utilizar alternativas de controle, desde que seja respeitado o intervalo de segurança.

 

Nos últimos anos, outra estratégia que vem ganhando espaço no Rio Grande do Sul é o uso de herbicidas pré-emergentes na cultura do trigo, que ajudam a reduzir a emergência inicial da planta daninha, diminuindo a pressão de infestação no início da cultura. Em muitos casos, esses produtos precisam de chuva após a aplicação. 

 

O manejo eficaz do azevém no trigo facilita o estabelecimento da cultura em sucessão, mas deixar as áreas em pousio após a colheita da soja pode aumentar a infestação desta planta daninha. Portanto, a adoção de culturas de cobertura de inverno é uma estratégia útil para a supressão do azevém.

 

Já no caso da giberela, o desafio está relacionado principalmente à sobrevivência na palhada trigo. Por isso, o manejo da giberela também depende de um conjunto de estratégias. A escolha de cultivares moderadamente resistentes ou resistentes é uma das principais ferramentas, já que o controle químico sozinho raramente é eficiente. Além disso, práticas como, evitar plantios muito pesados e excesso da aplicação de ureia, também ajudam a reduzir o ambiente favorável à doença.

 

Quando o assunto é controle químico, o ponto mais importante é o momento da aplicação. O fungicida deve ser aplicado de forma preventiva no início do florescimento, quando as anteras estão expostas. Em anos com alta umidade e maior pressão da doença, pode ser necessária uma segunda aplicação alguns dias depois da primeira, principalmente em cultivares mais suscetíveis. O manejo da palhada e a rotação de culturas com espécies não hospedeiras também ajudam a reduzir o inóculo do fungo ao longo do tempo.

 

 

Para garantir seus resultados, lembre-se: 

O manejo adequado do Azevém e da Giberela é fundamental para garantir bons resultados no sistema de sucessão entre trigo/soja no Rio Grande do Sul. Caso não seja feito, haverá uma redução de produtividade e qualidade dos grãos, além de aumentar os custos de produção e complicações do manejo entressafra. 

 

É importante que o produtor adote estratégias de manejo integrado, como rotação de culturas, escolha de cultivares adaptadas, uso correto de fungicidas e herbicidas, e monitoramento frequente na lavoura para reduzir os impactos e continuar com um sistema de produção mais eficiente, sustentável e rentável ao longo das safras. 

 

Para conhecer as opções de insumos recomendados para o controle de doenças e plantas daninhas, acesse o catálogo de herbicidas para o azevém, e fungicidas para a giberela no site da 3tentos,  onde encontrará as soluções adequadas para a sua lavoura. No site você também pode encontrar uma variedade de outros insumos.


 

Texto escrito por Estephany Manfrin e Julio Meante do Santos Bergami, membros da AGR Jr. Consultoria Agronômica, Empresa Júnior do Curso de Agronomia da UFSM Campus Frederico Westphalen, sob a orientação da professora Gizelli Moiano de Paula.


Foto de capa: divulgação Emater/RS-Ascar- Marcela Buzatto


 

Developed by Agência Jung
X

Inscrição PAP Digital Versão BETA

O PAP é uma ferramenta desenvolvida por consultores 3tentos para produtores rurais
*Campos obrigatórios
Enviar
Logo 3tentos Original em Vetor

Mande sua mensagem

Selecione um assunto
Comercial Insumos
Comercial Grãos, Óleo e Farelo
Trabalhe Conosco
Indústria de Extração e Biodiesel
*Campos obrigatórios
Enviar
Logo 3tentos Original em Vetor
CotaçõesCotações
Soja
Dólar
Bolsa Chicago
Referência: 14/05/2021
Produto Último Máxima Mínima Abertura Fechamento %
[CBOT] Arroz 13,42 13,33 -0.22%
[CBOT] Farelo 431,5 423,5 0.00%
[CME Milk Futures] Leite 18,87 18,99 18,87 18,98 18,88 -0.79%
[CBOT] Milho 692,5 718,75 685 717,25 685 -4.73%
[CBOT] Óleo de Soja 68,59 68,41 +0.54%
[CBOT] Soja 1602,5 1625 1620,75 1625 1603,75 -0.53%
[CME Lean Hog Futures] Suínos 111,15 111,575 111,15 111,45 111,15 -0.29%
[CBOT] Trigo 737 730,25 727,25 730,25 727,25 +0.10%
Referência: 13/05/2021
Produto Último Máxima Mínima Abertura Fechamento
[CBOT] Arroz 13,765 13,36
[CBOT] Farelo 424,7 448 427 448 423,5
[CBOT] Trigo 730 756,5 737 750 726,5
[CME Milk Futures] Leite 18,95 19,1 18,94 19,05 19,03
[CME Lean Hog Futures] Suínos 111,475 111,925 111,2 111,775 111,475
[CBOT] Milho 729 776,5 709,75 757,5 719
[CBOT] Óleo de Soja 69,05 71,91 70,85 70,85 68,04
[CBOT] Soja 1612 1657 1598 1657 1612,25
Frequência de atualização: diária