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7 estratégias de controle para lagartas na soja

A lagartas são insetos da ordem lepidóptera. Sua família com maior representatividade são as noctuidaes, com aproximadamente: 8.539 espécies identificadas. A maioria das espécies de lagartas tem em comum mariposas de todos os tamanhos (30 cm a 15 mm), que sobrevivem em uma grande diversidade de ambientes.
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As lagartas se alimentam de estruturas importantes da planta, como: raízes, caules, flores, frutos e sementes. Se não controladas, podem causar grandes danos.


Lagartas mais conhecidas na agricultura:





Como detectar?



Danos: a forma mais rápida de detectar lagartas na cultura da soja é através dos danos causados, incluindo o corte parcial ou total das folhas.


Monitoramento: o monitoramento pode ser realizado com a detecção de adultos (mariposas) em armadilhas luminosas ou através da utilização de feromônios específicos para a atração de espécies causadoras de danos.


Panos de batida: faz-se a coleta das lagartas com panos de batida, normalmente no estádio V4 da cultura. Nesse caso, faz-se a batida de uma fileira da cultua, verificando a quantidade de lagartas que caem sobre o pano colocado no solo. Além disso, também pode-se verificar a presença de pupas no solo, que é a manifestação da fase anterior de desenvolvimento da lagarta.




O que você precisa saber para iniciar o controle de lagartas?



O MIP (Manejo Integrado de Pragas) é um conjunto de medidas de controle que objetiva manter as pragas abaixo do nível de dano econômico. Todas as medidas adotadas devem ser feitas de forma coordenada e harmônica, com base no custo/benefício, levando em consideração aspectos econômicos, sociais e ambientais.


No entanto, é importante lembrar que o MIP não visa eliminar as pragas do ecossistema. O seu principal objetivo é manter essas pragas em nível de controle, de maneira equilibrada.


Antes de entrar com os métodos de controle, você precisa conhecer o histórico da área e quais pragas podem vir a lhe causar prejuízos ao longo da safra. Assim, também é preciso saber identificar as principais pragas da soja.


O monitoramento é uma prática que deve ser parte da rotina do agricultor. Incluindo a necessidade de que toda semana se verifique a densidade populacional das pragas. Com isso, facilitará a tomada de decisões, induzindo métodos mais adequados para o controle de pragas.





Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis)Fonte: Agrolink




Adulto ou Mariposa da Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis)Fonte: Ecoregistros




Lagarta falsa-medideira (Chrysodeixis includens) Fonte: Senar.



Lagartas da Espécie SpodopteraFonte: Cecilia Czepak




7 estratégias de controle


No MIP, você poderá utilizar não somente um, mas vários métodos para o controle de pragas. Vamos indicar alguns deles abaixo:


1 - controle cultural: o controle cultural é um ótimo aliado para reduzir a densidade populacional das pragas. O interessante deste tipo de controle é que, de uma forma geral, contribua para aumentar ainda mais sua produtividade. Por exemplo, escolher uma semente de qualidade, eliminando restos culturais e plantas utilizadas como hospedeiras dos insetos-praga.


2- controle comportamental: existem algumas maneiras de mudar o comportamento das pragas de modo a reduzir suas densidades populacionais. Como por exemplo, os feromônios que podem ser utilizados no monitoramento, mas também atuam para confundir os insetos no momento do acasalamento.


3 - controle biológico: o controle biológico na cultura da soja é de extrema importância e tem trazido resultados expressivos. Uma das formas é realizar o controle biológico natural, conservando os inimigos naturais presentes na área. Também pode-se utilizar o controle biológico inundativo, fazendo liberações massais de organismos fornecidos por biofábricas.


4 - controle utilizando plantas resistentes: o uso de plantas transgênicas é uma maneira bastante efetiva de combater as principais pragas da cultura (lagartas desfolhadoras). No MIP da soja, é importante que, ao utilizar esse tipo de manejo, se tenha a área de refúgio para contribuir no manejo de resistência a pragas. Lembre-se: utilizar plantas transgênicas não vai substituir monitoramentos e outras táticas do MIP. Já temos casos no Brasil de espécies de lagartas resistentes a plantas com tecnologia BT. 


5 - controle químico: ao contrário do que muitos imaginam, o MIP permite sim o uso do controle químico, mas de forma racional e equilibrada. O ideal é utilizar inseticidas seletivos aos inimigos naturais, mantendo assim, a sanidade do ambiente. Existem diversos inseticidas registrados para controle de pragas na cultura da soja, mas nem todos são seletivos ou podem permanecer por mais tempo na lavoura. O custo dos inseticidas seletivos pode significar um empecilho de início, porém, a longo prazo, irá garantir redução de custos.


6 - controle no período reprodutivo (R1): devido as características da cultura da soja com tecnologia Bt/ Intacta, no momento do florescimento, a planta (resistente a lagartas) diminui a expressão do gene responsável em conferir a resistência da cultura. Como temos menor quantidade de proteína Bt neste período, as lagartas presentes acabam causando mais danos. No momento de florescimento da cultura, as lagartas além de consumirem as folhas, também possuem maior preferência ao consumo das flores novas, que possuem a presença menor de proteína Bt. Desta forma a lavoura com tecnologia Bt/Intacta pode perder algumas vagens, refletindo na diminuição de produtividade.


7 - controle de lagartas com inseticidas: alguns inseticidas são normalmente aplicados no estádio R1 (momento de maior florescimento), com objetivo de proteger as flores da soja contra o ataque de lagartas. Os ganhos para o produtor são maiores, pois além de proteger a cultura, alguns inseticidas podem prolongar a vida útil da tecnologia Bt.




Conclusão:


Pode-se concluir que no manejo de lagartas temos que considerar a identificação correta da praga, o momento de ocorrência e as condições favoráveis para o seu aumento populacional na cultura, coincidindo assim, com diferentes formas de manejo e controle. Assim, a tomada de decisão para o momento de entrar com as medidas de controle, bem como as ferramentas utilizadas, são aspectos importantes para diminuir ou evitar os prejuízos ocasionados por lepidópteros (lagartas) nos resultados finais de produtividade.



Apoio:




Referências:


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