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Como identificar e controlar tripes na cultura da soja

Ao longo das últimas safras, favorecidos por períodos prolongados de clima seco, esses pequenos insetos no caso das tripes e aracnídeos, têm necessitado atenção redobrada do produtor. Apesar do tamanho reduzido, demonstram potencial de dano elevado, quando não manejados de forma adequada e principalmente, no momento correto.
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O que são tripes e ácaros?



1 – Tripes


São pequenos insetos (1 – 3 mm), de corpo estreito, com asas que permitem se deslocamento em pequenas distâncias (Figura 1). Possuem aparelho bucal raspador, que danifica a epiderme da folha. O principal agente de dispersão da praga em distâncias maiores é o vento.


Figura 1 – Espécies de tripes predominantes na cultura da soja.



Sua população é incrementada em poucos dias, portanto é indispensável um rápido tratamento e uma constante observação para evitar a sua disseminação. O ciclo de formação de novos indivíduos é muito rápido, variando com as condições ambientais, ocorrendo aparecimento de novos adultos entre 5 a 10 dias (Figura 2). Ressalta-se que dentre as fases de desenvolvimento, em apenas duas ocorrem danos econômicos, sendo na fase de larva ou ninfa e na fase adulta.



Adaptado de: Promip, 2019

Figura 2 – Esquema do ciclo de vida de tripes.




2 – Ácaros


São minúsculos aracnídeos, que medem entre 0,3 a 1 mm. O processo de alimentação ocorre através da introdução dos estiletes nas células vegetais e ingestão do conteúdo intracelular extravasado. A principal forma de dispersão se dá pelo vento, mas também se deslocam entre as plantas, por caminhamento.


As principais espécies observadas são do ácaro-verde (Mononychellus planki), ácaro-rajado (Tetranychus urticae), ácaro-branco (Polyphagotarsonemus latus) e os ácaros-vermelhos (Tetranychus ludeni, Tetranychus desertorum e Tetranychus gigas).


Figura 3 – Principais espécies de ácaros causadoras de danos em cultivos.


a) Ácaro-verde (Mononychellus planki);

b) Ácaro-rajado (Tetranychus urticae);

c) Ácaro-branco (Polyphagotarsonemus latus);

d) Ácaros-vermelhos (Tetranychus spp.)

Fonte: Portal Agrolink



O ciclo de T. urticae (Figura 4) varia em média de 11 a 20 dias, porém, quanto maior a temperatura, mais rápido ocorre seu desenvolvimento. Em condições ótimas de temperatura (28 a 32°C) completam o ciclo em uma semana, aumentando rapidamente a população e infestando a lavoura.


Figura 4 – Ciclo da vida do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) Fonte: Promip, 2019.



Os ácaros geralmente se alimentam em diversas plantas, ocorrendo mais de 150 espécies diferentes de plantas de importância econômica no mundo.


O aumento populacional é favorecido pela baixa precipitação, principalmente na fase reprodutiva da cultura e pela pulverização de alguns fungicidas e inseticidas. Associados aos ácaros-praga, comumente ocorrem agentes de controle biológico como os ácaros predadores (ácaros benéficos) e doenças como o fungo Neozygites floridana.




Quais cultivos atacam e quais os danos provocados?



Os tripes ocorrem em diversos cultivos, desde hortaliças até lavouras comerciais de grãos. Geralmente vivem sobre folhas, brotos, flores e sob a casca de árvores. Os danos mais observados na cultura da soja, são folhas enrugadas e com coloração do verde pontuado por pequenas manchas esbranquiçadas, como também são vetores de viroses (queima-do-broto).


Os ácaros são facilmente encontrados na fase vegetativa e de enchimento de grãos. Estes pequenos organismos se alimentam das células da folha da soja, reduzindo a fotossíntese e a produção de energia pela planta. Em casos de ataque severo, causam antecipação na senescência e queda de folhas, podendo haver redução de produtividade da cultura, em casos extremos.


Ambas as pragas promovem a formação de pontuações brancas nas folhas, que evoluem para bronzeamente, necrose e queda prematura. Ainda, afetam a capacidade da planta de realizar fotossíntese, além de perda de água nos locais atacados.




Quais condições favorecem o seu desenvolvimento?


Tanto as tripes, quanto os ácaros, são favorecidos por condições ambientais de baixa precipitação.




Manejo integrado de pragas


O monitoramento é indispensável para o manejo integrado destas duas pragas. Quando identificadas durante o início das infestações, o manejo se torna mais fácil e menos oneroso ao produtor.


As medidas de controle iniciam com a prevenção, evitando o uso indiscriminado de inseticidas (piretroides e neonicotinoides) e fungicidas, pois estes eliminam também os inimigos naturais, favorecendo o aumento populacional.


Quando as populações atingem nível de dano econômico, devem ser adotadas outras estratégias de controle. A principal é o manejo químico, já que existem poucas opções de produtos biológicos com efeito sobre essas pragas, ou mesmo, são inviáveis para grandes áreas, como lavouras comerciais.


Para tripes os inseticidas mais efetivos são os recomendados para raspadores/sugadores, sendo que a associação de ingredientes ativos favorece a performance de controle, além de, um dos produtos apresentar ação translaminar. Para os ácaros, fazer o uso de acaricidas recomendados para a cultura.




Conclusão


Com isso, se faz necessário o constante monitoramento das lavouras, principalmente em períodos secos, pois estas pragas são favorecidas nessas condições. Apesar de serem pequenos, de difícil visualização e identificação, possuem potencial de danos econômicos, principalmente pela redução da fotossíntese, perda de água e queda prematura das folhas, sendo necessário intervenções pontuais para controle.


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