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Agronegócio em 2021: o que esperar para os próximos 6 meses?

Chegamos na metade de 2021 e muita coisa aconteceu neste nosso mercado agro. Vamos fazer uma breve retrospectiva, olhando principalmente para o mercado de soja e milho?
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Retrospectiva 2021/1: mercado de soja e milho


Em Janeiro o USDA previa em seu relatório que a produção global de soja atingiria a marca de 362,05 milhões de toneladas na safra 2020/21. Deste total, o Brasil seria responsável pela produção de 133 milhões, os EUA 113,5 milhões e a Argentina 50 milhões.


Já para o milho, a expectativa era de que o mundo iria produzir 1,1 bilhão de toneladas, com o Brasil contribuindo com 110 milhões, EUA 368,9 milhões e Argentina 49 milhões de toneladas. E os preços refletiam principalmente a forte demanda, com os estoques apertados, fazendo com que a cotação da soja na CBOT trabalhasse na casa dos U$ 13 bushel e o milho U$ 5 bushel.


O Brasil havia encerrado 2020 com a incrível marca de R$ 101 bilhões de exportações no acumulado no ano, a segunda maior marca histórica do setor. O agro participou com 48% de tudo o que foi exportado pelo Brasil em 2020.


Decorridos 6 meses, conforme último relatório do USDA divulgado em 10 de Junho, a safra 20/21 de soja foi reajustada para 368,9 milhões de toneladas, sendo 112,5 milhões produzidas pelo EUA, 137 milhões pelo Brasil e 47 milhões pela Argentina. Para o milho, a safra 20/21 foi reajustada para 1,125 bilhão de toneladas, sendo 360,2 milhões produzidas pelo EUA, 98,5 milhões pelo Brasil e 47 milhões pela Argentina. A grande perda que foi computada foi justamente pela quebra da nossa 2ª safra de milho de forma mais acentuada em algumas regiões, devido à perda da janela ideal do plantio e, consequentemente, pelo impacto do clima mais quente e seco. O reflexo disso foi sentido nas cotações nas Bolsas e nos preços no interior quando a saca de milho superou os R$ 100,00.



Como minimizar riscos no agronegócio?


Quando acompanhamos estas informações de mercado podemos chegar pelo menos a uma conclusão comum: trabalhar com agronegócio requer saber lidar com riscos. E estes podem ser de diferentes naturezas, como riscos de mercado, como estes que podem impactar na produtividade, de comercialização, financeiros, de sucessão e continuidade do negócio, até mesmo riscos cibernéticos. Mas muitas vezes focamos e gastamos nossas energias muito mais nestes que acompanhamos diariamente, como clima, doenças e pragas, preços, enfim, naquilo que vai impactar na receita do negócio, do que nos demais, que podem simplesmente parar as operações de uma empresa.


No entanto, a receita por si só não demonstra se o resultado operacional do negócio está indo bem, se o caixa que ele está gerando de fato condiz com o potencial a ser explorado. Para isso precisamos de duas outras análises: primeiro fazer o levantamento dos custos e das despesas relacionadas com o negócio. E qual a diferença entre elas? De maneira simples, os custos estão ligados direto com a produção, como por exemplo os insumos como sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas. Já as despesas são aquelas que servem ao negócio como um todo, independente da cultura que está sendo produzida. Por exemplo, as despesas administrativas e de arrendamento.


A segunda análise é fazermos esta conta simples: Receita - Custos - Despesas = Resultado Operacional, ou o famoso EBITDA. E por que é importante entendermos esse indicador? Por que o(a) produtor(a) precisa compreender cada vez mais que não basta vender bem sua produção se isso não for acompanhado de ferramentas mínimas de gestão, como um orçamento e controle dos custos, um plano de comercialização e de investimentos, um orçamento de receitas e despesas. Quando passamos a administrar o negócio a partir deste olhar, começamos a compreender que existem muito mais alavancas capazes de ajudar a melhorar a performance do negócio do que simplesmente acompanhar as notícias de mercado.


Pensem nisso: o mercado é para todos, mas o negócio é de cada um. Precisamos acompanhar o que os demais produtores tem feito, como tem sido sua performance para fins de comparação, para saber se os seus indicadores estão além ou aquém do mercado. Assim então, com os números em mãos e um olhar apurado será possível estar preparado para aproveitar as melhores oportunidades do mercado, adotar novas tecnologias, tendo a certeza de quais caminhos devem ser percorridos (e quais devem ser evitados!) para melhorar os retornos no curto, médio e longo prazo.


A alta dos preços das commodities tende a ser cíclica, mas não é possível precisar quando este ciclo irá se fechar, principalmente enquanto estivermos lidando com este cenário de “cobertor curto”, onde os estoques de passagem seguem apertados. Até que este ciclo se feche, cautela e canja de galinha não faz mal a ninguém. Aproveite este período de bonança para estruturar melhor o seu negócio e estar preparado para o período de vacas magras.



Conclusão


Cuide da liquidez, da capacidade de pagamento das dívidas e de não dar um passo maior que a perna, se alavancando demais e colocando a saúde financeira do seu negócio em risco. Lembre-se: tão ou mais importante do que acompanhar o vai e vem do mercado é acompanhar os indicadores de desempenho do seu negócio. Desta forma, o(a) produto(a) estará melhor preparado para enfrentar não apenas os próximos 6 meses, mas sim para construir um futuro a partir de bases mais sólidas.



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[CBOT] Soja 1602,5 1625 1620,75 1625 1603,75 -0.53%
[CME Lean Hog Futures] Suínos 111,15 111,575 111,15 111,45 111,15 -0.29%
[CBOT] Trigo 737 730,25 727,25 730,25 727,25 +0.10%
Referência: 13/05/2021
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[CBOT] Farelo 424,7 448 427 448 423,5
[CME Lean Hog Futures] Suínos 111,475 111,925 111,2 111,775 111,475
[CBOT] Soja 1612 1657 1598 1657 1612,25
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Frequência de atualização: diária