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Biofertilizantes na agricultura moderna: tecnologias e utilização

Estimulantes, intensificadores metabólicos, fortalecedores de plantas, elicitores vegetais, condicionadores de plantas, fitoestimuladores, biofertilizantes, bioestimulantes. Inúmeros são os termos que envolvem a ciência ainda em desenvolvimento sobre reguladores de crescimento vegetal, substâncias cujos ativos nem sempre são visíveis nas bulas dos produtos, mas que ganham espaço no mercado frente os desafios bióticos e abióticos da produção agrícola, uma estratégia ainda recente de manejo que em alguns casos explora a falta de informação do produtor como principal via de acesso, mas que quando bem utilizado, permite melhorias no desenvolvimento estrutural da cultura da soja, bem como aumento em sua tolerância ou recuperação a intempéries climáticas e/ou adversidades de manejo, aumentando significativamente a produtividade. 
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Qual a terminologia mais correta?


De maneira legal, nossa legislação não contempla o termo bioestimulante como classe de registro de produtos, entretanto, produtos contendo componentes com efeito de estímulo no crescimento, aumento de qualidade ou produtividade e que não qualificam a classe de agroquímicos ou exclusivamente fontes de nutrientes, são contemplados pelo Decreto 4.954 de 14 de janeiro de 2004 na classe de “biofertilizantes” dentro da legislação de fertilizantes, sendo definidos como: “produto que contém princípio ativo ou agente orgânico, isento de substâncias agrotóxicas, capaz de atuar, direta ou indiretamente, sobre o todo ou parte das plantas cultivadas, elevando a sua produtividade, sem ter em conta o seu valor hormonal ou estimulante”, subdivido ainda nos seguintes grupos: aminoácidos obtidos por fermentação ou hidrólise de materiais orgânicos naturais; ácidos húmicos, ácidos fúlvicos e huminas; extratos de algas ou algas processadas; extratos vegetais; mistura de dois ou mais biofertilizantes dos grupos de aminoácidos, substâncias húmicas, extratos de algas, extratos vegetais e outros princípios ou agentes orgânicos aprovados (Brasil, 2020).



Por que pensar na aplicação de biofertilizantes?


Independentemente de sua composição, estimulam processos naturais que beneficiam absorção, uso eficiente dos nutrientes, tolerância ao estresse abiótico e/ou a qualidade da cultura, independentemente de seu conteúdo nutricional (Du Jardin, 2015), logo, ao pensarmos na aplicabilidade prática de seu uso, tanto características quantitativas como produtividade por hectare, como características qualitativas como teor de proteína, tolerância a estresses, aumento de área foliar entre outros, consistem em posicionamentos potenciais para as tecnologias existentes. Estudos sobre diferentes tecnologias do segmento relatam ainda ganhos em biomassa, aumento na expressão gênica de proteínas de defesa, sistema antioxidante, produção de clorofila, condutância estomática e outras reações bioquímicas e fisiológicas relacionadas ao desenvolvimento vegetal.




Principais categorias de biofertilizantes




Ácidos húmico e fúlvico

 

Substâncias húmicas (SH) são constituintes naturais da matéria orgânica do solo, resultantes da decomposição de resíduos vegetais, animais e microbianos, mas também da atividade metabólica de micróbios do solo a partir desses substratos.


Tradicionalmente utilizados como condicionadores de solo visando o aumento de sua capacidade de troca de cátions (CTC), sua aplicação apresenta resultados variados, com preferência de uso em áreas com baixa CTC e matéria orgânica, melhoram a absorção de nutrientes pelo sistema radicular e promovem o crescimento do órgão por mecanismos relacionados a liberação de vias de hormônios vegetais, bem como aumento da respiração celular e atividade de invertases (Jindo et al., 2012). 




Aminoácidos

 

Naturalmente produzidos pelos vegetais e utilizados na formação de proteínas, sua estrutura apresenta como semelhança um carbono central ligado ao grupo amina (NH2), grupo carboxílico (COOH), hidrogênio e um radical característico de cada aminoácido, sendo conhecido 20 variações básicas necessárias ao desenvolvimento das plantas e identificadas com glicina, alanina, serina, cisteína, tirosina, arginina, ácido aspártico, ácido glutâmico, histidina, asparagina, glutamina, prolina, fenilalanina, valina, triptofano, treonina, lisina, leucina, isoleucina, metionina 




Extratos de algas marinhas

 



Por mais improvável que possa parecer em um primeiro contato, o uso de algas marinhas é talvez a mais antiga das tecnologias relacionadas a biofertilizantes, sendo atualmente amplamente utilizado para esta finalidade em tratamentos de semente e aplicações foliares. Sua constituição varia em função do tipo de alga, bem como época de colheita das algas em seu ambiente de produção. De modo geral, os constituintes que contribuem para a promoção do crescimento das plantas incluem micro e macronutrientes, esteróis, compostos contendo nitrogênio e hormônios (Khan et al., 2009). Vários desses compostos são de fato únicos em sua fonte de algas, explicando o crescente interesse da comunidade científica e da indústria por esses grupos taxonômicos.



Hormônios vegetais


Além do uso de tecnologias com traços de fitormônios ou precursores hormonais, o uso de formas hormonais sintéticas prontamente disponíveis as plantas também fazem parte de grande parte dos manejos comerciais. Com a possibilidade da aplicação isolada de determinado hormônio, tais ferramentas apresentam os mesmos princípios de funcionamento de formulações compostas por biofertilizantes a base de algas marinhas ou extratos, sendo, entretanto, a concentração do ativo identificada.


Conforme o balanço hormonal da composição, são esperadas respostas coerentes com a função dos hormônios. A atuação comercial de produtos à base de biofertilizantes hormonais na soja possui maior ênfase nos hormônios vinculados ao crescimento (auxina, giberelina e citocinina) e com menor expressão de produtos baseado em reguladores (ácido abscísico e etileno).



Conclusão


Ao analisarmos as funções fisiológicas gerais provenientes do uso de biofertilizantes fica claro que os mesmos não devem ser entendidos como uma forma de substituir o fornecimento de nutrientes e sim otimizar processos. Entre diferentes experiências, a necessidade de tornar a produção agrícola mais sustentável às oscilações climáticas e econômicas impulsionam o mercado de biofertilizantes, que apesar das dúvidas naturalmente existentes sobre novas tecnologias, já se mostram uma das poucas estratégias existentes para manejo do estresse vegetal de lavouras comerciais.





Bibliografia



BRASIL. INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 61, DE 8 DE JULHO DE 2020. MAPA – Disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/instrucao-normativa-n-61-de-8-de-julho-de-2020-266802148. Acessado em: 25/01/2021


Du Jardin, P. Plant biostimulants: Definition, concept, main categories and regulation. Scientia Horticulturae 196 (2015) 3-14;


Jindo, K., Martim, S.A., Navarro, E.C., Aguiar, N.O., Canellas, L.P., 2012. Root growthpromotion by humic acids from composted and non-composted urban organicwastes. Plant Soil 353, 209–220.


Khan, W., Rayirath, U.P., Subramanian, S., Jithesh, M.N., Rayorath, P., Hodges, D.M.,Critchley, A.T., Craigie, J.S., Norrie, J., Prithiviraj, B., 2009. Seaweed extracts asbiostimulants of plant growth and development. J. Plant Growth Regul. 28,386–399.


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