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Carboxamidas: conhecendo mais sobre esses importantes fungicidas

Carboxamidas correspondem a um grupo químico de fungicida antigo e novo ao mesmo tempo. Seu primeiro representante (fungicida carboxim) data da década de 1960 e foi lançado com o objetivo de controlar doenças através do tratamento de sementes, inicialmente em trigo e, depois, em várias outras culturas incluindo a soja. A partir dos anos 2000 foi identificado o sub-grupo pirazol, a versão mais nova e moderna das carboxamidas, que inclui os principais ativos fungicidas utilizados atualmente, especialmente na cultura da soja, mas também em milho, trigo, algodão e feijão.
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Comercialmente, as carboxamidas passaram a ser utilizadas em soja a partir de 2014, e representam o grupo químico mais novo dos fungicidas atuais. Os primeiros ativos lançados foram o fluxapiroxade, presente nos fungicidas Orkestra e Ativum, e o benzovindiflupir, integrante do Elatus e Vessarya. Posteriormente, houve o lançamento do bixafem, presente no fungicida Fox Xpro, e do impirfluxam, integrante do Excalia Max. Atualmente vários outros fungicidas comerciais compartilham tais carboxamidas, como Aumenax e Blavity o fluxapiroxade, Alade e Mitrion o benzovindiflupir. Em breve outros fungicidas e carboxamidas estarão disponíveis como opções para uso em soja.



Mas afinal, como agem as carboxiamidas?


Tecnicamente falando, as carboxamidas inibem uma enzima respiratória (sucsinato desidrogenase) nos fungos, impedindo a utilização plena do oxigênio e a produção de energia por parte deles. Na ocorrência de uma doença fúngica em plantas, o processo que mais requer energia é o ato de penetração na planta, onde o fungo tem que atravessar as barreiras de proteção física representadas pelos tecidos da folha (Figura 1). Na presença das carboxamidas na planta, é nesse momento que ocorre sua principal ação e o colapso do fungo. Portanto, o modo de ação das carboxamidas é preventivo, impedindo a entrada do fungo na planta e o processo de infecção. Se a aplicação for realizada após a infecção já estabelecida, a ação das carboxamidas vai ocorrer no próximo ciclo do fungo, quando seus novos esporos germinarem e tentarem estabelecer novas infecções, o que corresponde a um lapso de tempo de 8 a 9 dias em uma doença como a ferrugem da soja. Vejam a importância da utilização preventiva das carboxamidas e da sua inclusão da primeira metade de um programa de manejo de doenças em soja.



Avisos importantes para o uso das carboxiamidas


Outra característica das carboxamidas é sua menor solubilidade em água. Isso influencia vários aspectos do seu uso e funcionamento. Um deles é a importância do uso dos adjuvantes adequados para melhorar sua entrada na planta. Outro ponto é garantir pelo menos duas horas entre sua aplicação e a ocorrência de chuvas. Uma vez no interior da folha, as carboxamidas são classificadas como mesostêmicas, ou seja, apresentam baixa movimentação, permanecendo por mais tempo no local de absorção. Isso confere maior residual, proteção mais prolongada.



Controle de doenças


Em relação aos fungos/doenças controladas, as carboxamidas apresentam perfis diferentes. Algumas são mais potentes e específicas às ferrugens (ex. benzovindiflupir e impirfluxam), outras apresentam espectro de controle maior sobre manchas foliares e oídio (ex. fluxapiroxade e bixafem), e parcialmente sobre mofo-branco (ex. bixafem). O conhecimento de suas características é fundamental para posicionar corretamente cada fungicida no programa de manejo, conforme a ocorrência das doenças, e também definir a composição com outros ativos, seja na formulação do fungicida ou na mistura de tanque. Em soja, com base na sequência normal de aparecimento das doenças, carboxamidas com maior ação sobre manchas e oídio precedem aquelas com perfil mais à ferrugem. Carboxamidas não devem ser utilizadas nas aplicações finais, por serem mais preventivas e não apresentarem eficácia sobre o complexo de Cercospora que causa as doenças de fim de ciclo. Em trigo e milho, as carboxamidas também são muito úteis no controle de manchas foliares e ferrugem.



Manejo correto é essencial


Como já aconteceu em relação a outros grupos químicos antecessores, como os triazóis e as estrobilurinas, a resistência dos fungos também está presente, parcialmente, nas carboxamidas.Isso já foi relatado em Phakopsora, agente da ferrugem asiática, e Corynespora da mancha-alvo. Por esse motivo, a utilização conjunta de multissítios (mancozebe, clorotalonil e cúpricos), seja na formulação ou em mistura de tanque, é extremamente importante. Reforços com multissítios ajudam a reduzir os impactos da resistência, manter controle efetivo e estável das doenças e assegurar produtividades melhores.



Conclusão


Em resumo, a utilização de fungicidas à base de carboxamida é recomendada de forma preventiva nas primeiras aplicações do programa de manejo em soja, em associação com multissítios para o controle de manchas foliares, oídio e ferrugem asiática. A adesão de fungicidas à base de carboxamida deve estar aliada a bons adjuvantes e boa tecnologia de aplicação, respeitando a dose de cada produto e doença.


Figura 1: Local   de ação das carboxamidas no processo de infecção.


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