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Calagem em tempos de Pós-Seca e Agricultura 4.0

A calagem, em conjunto com a Agricultura de Precisão, são ferramentas de extrema importância para a correção do solo e adequação do ambiente para o desenvolvimento da cultura
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A calagem do solo consiste na aplicação de calcário nas lavouras com o objetivo principal de aumentar o pH (deixar o solo menos ácido), reduzir a atividade do alumínio tóxico (Al+3), além de adicionar Cálcio e Magnésio ao solo, sendo uma das práticas mais importantes e de menor custo quando se fala em fertilização do solo.

Além dos efeitos diretos mencionados, ainda temos os efeitos indiretos, como o aumento da capacidade do solo em reter nutrientes importantes, como o potássio, e aumentar a disponibilidade/eficiência do fósforo no ecossistema solo. Esse conjunto de fatores benéficos acaba favorecendo significativamente o aumento da atividade biológica, melhorando o que chamamos de saúde do solo, que é a capacidade que o solo tem de fornecer nutrientes de forma equilibrada às plantas, fazendo com que elas cresçam fortes e resistentes a doenças.

Assim, em tempos de pós-seca, como enfrentamos no Sul do Brasil recentemente, fazer uso dessa prática deve estar dentro do Planejamento Estratégico de qualquer produtor. Se o produtor precisar escolher entre o que fazer primeiro, sem uma diagnose correta do solo, o calcário é a melhor opção. Entretanto, se o produtor ainda não conhece sua fertilidade ou não a monitora de forma precisa, com mapeamentos sucessivos, já passou da hora de começar a fazer isso com técnicas de Agricultura de Precisão (AP), pois além de aumentar a eficiência com um diagnóstico correto e preciso, evitará desperdiçar tempo e dinheiro.

Atualmente, a Agricultura de Precisão (AP) é uma técnica consolidada, com resultados comprovados, forte promotora da Agricultura 4.0, mas com uma adoção modesta de 34% das propriedades brasileiras, segundo dados da Associação Brasileira de Agricultura de Precisão (AsBraAP). Entretanto, essa tecnologia é apontada como a primeira forma eficiente de digitalizar lavouras a fim de que os dados norteiem várias tomadas de decisão estratégicas, que vão desde onde, qual, quanto e quando aplicar o calcário e outros fertilizantes com uso de taxa variável.

Além disso, a AP fornece informações sobre os estoques de nutrientes de cada hectare da lavoura, melhorando a otimização das adubações de macronutrientes importantes e caros como o fósforo e o potássio. Com ciclos sucessivos de AP, a estabilidade da produtividade é mais um benefício de longo prazo, principalmente porque a uniformidade de nutrientes das lavouras promove maior “resistência” em secas severas e permite a exploração da máxima capacidade produtiva do ambiente em condições ideais de umidade. Estima-se que 90% dos produtores deverão adotar essa tecnologia até 2030.

A única forma de “substituir” (leia-se aqui adiar, reduzir ou otimizar) o uso do calcário é antecipando o mapeamento de fertilidade em toda a propriedade. Veja bem, fazer apenas um talhão não é uma boa estratégia, pois o produtor não poderá otimizar ou priorizar quais os talhões necessitam de calagem ou qual pode ser adiado. Com frequência, há uma economia no uso do calcário que pode refletir no uso destes recursos em outras prioridades. Como também há lavouras com excesso de fósforo, onde o mesmo pode ser reduzido para aumentar a dose de calcário.

Em função de notícias espalhadas pela importância de ter um bom perfil de fertilidade de solo, esse ponto gera muitas dúvidas no produtor. Entretanto, em sistema plantio direto, com o mínimo de revolvimento, o perfil é construído ao longo do tempo, com boas adubações na linha ou em superfície, com eventuais e localizadas interferências na estrutura do solo, principalmente para evitar erosão ou desestruturação do solo, que causam perdas “invisíveis” na capacidade de armazenamento de água e, até mesmo, na atividade biológica, por meio da “queima” do carbono antes protegido, e agora exposto pelo revolvimento.

Com os dados de Agricultura de Precisão que temos hoje, provamos que temos muito para evoluir ainda no ajuste da variabilidade da camada superficial, antes de pensar em camadas mais profundas. Sabemos que as melhores camadas em profundidade, são “irmãs” de camadas superficiais perfeitas. Ou seja, tenha uma boa camada superficial e terás boas camadas em subsuperfície, com situações pontuais a serem melhoradas.

A Drakkar e a 3tentos, em 2018, iniciaram uma parceria técnica para dimensionar a demanda por informações de solo através do Projeto pioneiro “Produzir +”. Neste projeto, foram coletadas amostras de referência em 41 produtores do RS que somavam juntos 31 mil hectares de influência e foi constatado que 68% das amostras estavam com pH igual ou inferior a 5,5, considerado crítico para boas produtividades. Na sequência, a 3tentos propôs uma parceria para levar conhecimento e tecnologia de Agricultura de Precisão a sua base de clientes, com o intuito de oportunizar as primeiras camadas de digitalização de informação a muitos produtores e ajudá-los a construir a jornada rumo à Agricultura 4.0, que terá plataformas, Apps e soluções conectadas por meio de softwares, sistemas e equipamentos capazes de otimizar ainda mais produção agrícola.

Hoje, ter dados de solo é o começo de uma transformação digital, insumo básico para qualquer produtor que quer se manter competitivo e rentável ao longo do tempo. Tanto que 100% dos produtores ganhadores do CESB (Comitê Estratégico Soja Brasil), maior concurso de produtividade de soja do Brasil, têm Agricultura de Precisão em suas propriedades para alcançar novos tetos produtivos, mas também para serem mais eficientes com corretivos e fertilizantes. Essa tendência não retrocederá, pois além da busca pela rentabilidade, fazer AP é também ecologicamente correto em termos de eficiência de recursos naturais limitados. Também já circulam ideias no governo de favorecer com taxas de juros especiais produtores com práticas mais sustentáveis, como o mapeamento de solos com técnicas de Agricultura de Precisão.

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